Resumo

O gaslighting é uma forma de abuso psicológico caracterizada pela manipulação da percepçã..." />

Rua Teresa, 1515 Sala 149 - Centro - Petrópolis +55 (24) 2243-7904 +55 (24) 99258-0246 contato@tccassist.com.br

Gaslighting entre adolescentes do ensino médio e a apologia ao terror

Gaslighting entre adolescentes do ensino médio e a apologia ao terror

Resumo

O gaslighting é uma forma de abuso psicológico caracterizada pela manipulação da percepção da realidade da vítima, podendo ocorrer em diversos contextos, incluindo o ambiente escolar. Entre adolescentes do ensino médio, essa prática pode se manifestar em dinâmicas interpessoais que envolvem violência simbólica e psicológica, comprometendo o desenvolvimento emocional e social dos jovens. O presente artigo busca explorar as relações entre o gaslighting e comportamentos de apologia ao terror, investigando como a distorção da realidade pode ser utilizada para incitar ou reforçar discursos e práticas extremistas. A pesquisa baseia-se em literatura acadêmica e relatos empíricos, enfatizando a necessidade de intervenções psicopedagógicas para mitigar seus impactos.

Introdução

O gaslighting é um fenômeno psicológico amplamente estudado em contextos de abuso emocional e manipulação (Stern, 2018). Trata-se de uma estratégia na qual o agressor distorce informações para induzir a vítima a duvidar de sua percepção e sanidade. No ambiente escolar, esse comportamento pode se manifestar de diferentes formas, incluindo interações entre pares, dinâmicas de grupo e até mesmo na relação entre alunos e professores.

O ensino médio é uma fase de intensa formação identitária, na qual os adolescentes buscam pertencimento e validação social. Nessa fase, o gaslighting pode ocorrer em diferentes níveis: 

Interações interpessoais: Um estudante pode ser alvo de manipulação psicológica por colegas, levando-o a duvidar de sua memória, percepções e sentimentos.

Ambiente virtual:  O cyberbullying frequentemente envolve elementos de gaslighting, onde a vítima é levada a acreditar que está exagerando ou inventando situações de abuso (Oliveira & Souza, 2020).

Relação com autoridades escolares: Em alguns casos, professores ou gestores podem minimizar denúncias de violência, reforçando a ideia de que a vítima está exagerando ou mal interpretando os fatos.

Apologia ao Terror e Gaslighting: Uma Relação Perigosa

Os jovens que sofrem gaslighting podem ser mais suscetíveis a narrativas radicais devido à erosão de sua confiança em fontes legítimas de informação. Além disso, grupos extremistas podem empregar táticas de gaslighting para invalidar contra-argumentos e fortalecer o engajamento de novos membros. Assim, é fundamental compreender as interações entre esses fenômenos e desenvolver estratégias de prevenção e intervenção.

A identificação do gaslighting no ambiente escolar é desafiadora, pois muitas vezes ocorre de maneira sutil e insidiosa. No entanto, algumas estratégias podem ser adotadas: Professores e gestores devem ser treinados para reconhecer sinais de gaslighting e desenvolver abordagens para apoiar as vítimas; : Ensinar os adolescentes a identificar manipulações cognitivas e desinformação pode reduzir a vulnerabilidade a discursos radicais; Intervenções psicossociais: O suporte psicológico dentro da escola deve incluir o fortalecimento da autoestima e o desenvolvimento de pensamento crítico para evitar a adoção de crenças extremistas;  A escola e os pais devem acompanhar as interações dos adolescentes em redes sociais para identificar práticas abusivas e discursos de ódio.

Considerações Finais

O gaslighting no ensino médio é uma questão preocupante que pode afetar significativamente o bem-estar emocional dos adolescentes. Quando combinado com discursos de apologia ao terror, torna-se um fator de risco para a radicalização juvenil. A implementação de programas educativos, suporte psicológico e estratégias de conscientização é essencial para mitigar os impactos desse fenômeno. Futuras pesquisas devem aprofundar a relação entre manipulação psicológica e adesão a ideologias violentas, a fim de desenvolver intervenções mais eficazes.

Assine nossa Newsletter
E fique atualizado!